terça-feira, 9 de junho de 2026

Andrea Leonora, repórter



A jornalista Andréa Leonora é a 34ª entrevistada do projeto Repórteres/SC. Nascida no Rio de Janeiro, desde pequena ela já gostava de ler jornal com o avô paterno, Oscar. 

O interesse pelo jornalismo foi despertado aos 10 anos de idade, quando ocorreu o sequestro de Carlos Ramirez da Costa, o Carlinhos, então com 10 anos, na noite de 2 de agosto de 1973, fato que causou comoção nacional. Andréa conta que acompanhava a cobertura do Jornal Nacional, com o apresentador Cid Moreira,  e sonhava descobrir a autoria do sequestro, até hoje não solucionado.

Ali começou o caminho que a levou a cursar a Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso (Facha), em Botafogo, formando-se em jornalismo. 

Em 1987, após algumas experiências jornalísticas no Rio e nem um mês depois da formatura, ela aceitou convite para trabalhar em Joinville, e a partir dali passou também por Jaraguá do Sul, Criciúma e Florianópolis a serviço de diferentes veículos de comunicação e assessorias de imprensa, atuando em variadas funções e editorias. 

Na entrevista, Andréa fala sobre coberturas jornalísticas que marcaram sua carreira e analisa o jornalismo catarinense, que acompanhou de perto como editora, por quase dez anos, da coluna Pelo Estado, da Associação de Diários do Interior (ADI/SC). 

Entrevista: Elaine Tavares (edição) e Míriam Santini de Abreu


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Moacir Loth, repórter


O jornalista Moacir Loth é o 33º entrevistado do projeto Repórteres/SC. Nascido em Blumenau, ainda menino já ajudava a família na lida na roça e foi com a mãe o aprendizado da leitura. Na escola, tirava boas notas em redação e recorda que o primeiro livro lido era sobre regras gramaticais. 

Uma de suas saborosas histórias é a chegada, jovenzinho, ao Jornal de Santa Catarina, o Santa, no qual fez carreira de office boy a repórter e editor. Foi ali que ele protagonizou possivelmente uma das primeiras iniciativas no país de uma editoria dedicada exclusivamente ao meio ambiente. Em 1978 e 1979, havia duas páginas inteiras sobre o tema no Santa, publicadas nas edições de fim de semana com edição de Moacir com o então diretor da Acaprena no cargo da presidência, Nélcio Lindner. 

A vida a Florianópolis foi para ingressar no curso de Ciências Sociais na UFSC e, na capital, Moacir continuou a trajetória no Santa. O engajamento político-sindical custou-lhe três demissões e igual número de reintegrações na justiça. No currículo, passagens pelo jornalismo sindical e também no Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, onde foi diretor, integrante da Comissão de Ética e ainda diretor de base da Federação Nacional dos Jornalistas. 

O ingresso como servidor público na Universidade Federal de Santa Catarina, com passagem pela Agência de Comunicação e pela Editora da UFSC, marca uma nova fase da trajetória de Moacir, com reconhecimento pela Política Pública de Comunicação que orientava a produção do então impresso Jornal Universitário.  

Dono de um texto marcante, Moacir se destaca pelo fino humor, sempre presente, seja nas reportagens ou nos aforismos. 

Na entrevista, ele fala sobre as iniciativas editoriais e reportagens que marcaram sua carreira e avalia o jornalismo hoje em Santa Catarina. As imagens são de Rubens Lopes.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Sibyla Loureiro Goulart, repórter

 


Sibyla nasceu em Porto Alegre e lá viveu, na beira do Guaíba, até o final dos anos 1970, quando, já formada em jornalismo, mudou-se para Florianópolis. Naqueles dias pouco havia de espaço para trabalho por aqui e ela acabou voltando para a capital gaúcha para atuar junto ao mandato do João Vicente Goulart, filho do Jango, eleito deputado. Pouco tempo depois retornou, atuando como freelance para revistas e outros periódicos de fora.  

Foi só quando o Diário Catarinense se instalou em Florianópolis que ela conseguiu um trabalho fixo. Ali ficou por uma década até que, junto com o marido, Barão, decidiu enveredar pelo caminho do jornalismo comunitário criando a Folha de Coqueiros em 1995, jornal impresso e de distribuição gratuita. A praia da Saudade, em Coqueiros, foi sua primeira morada na capital e ela ali está até hoje, pena em punho, sempre atenta às mudanças e às histórias da comunidade.

Neste episódio do Repórteres/SC Sibyla fala de sua trajetória, dos desafios de reportar a vida do bairro, a experiência de vivenciar as mudanças no jornalismo nos 50 anos de profissão e os planos para o futuro. Seguir com a Folha de Coqueiros – há 30 anos reportando o bairro - é o principal.  

As imagens são de Rubens Lopes. 


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Billy Culleton, repórter

O jornalista Billy Culleton é o 31º entrevistado do projeto Repórteres/SC. Nascido em Buenos Aires, mudou-se para Santa Maria (RS) para estudar primeiro Filosofia e depois Jornalismo, decisões amadurecidas em vivências na Pastoral Carcerária do município gaúcho e que também levou a viagens Brasil fora e às primeiras experiências jornalísticas.

A vinda para Florianópolis foi em 1993, com ingresso no Diário Catarinense, consolidando carreira como repórter e editor de política em um período no qual as empresas mantinham setoristas para acompanhar de perto os três poderes. No DC, a partir de uma nota lida no Jornal do Brasil, viajou com o repórter fotográfico Daniel Conzi para a produção de uma reportagem sobre as circunstâncias da morte de João Goulart que municiou os trabalhos de Comissão Especial na Câmara dos Deputados entre 2000 e 2001. Tudo num tempo em que a internet era incipiente e a busca por fontes se fazia nas velhas listas telefônicas. 

Ao mesmo tempo, concluiu o mestrado pela UFSC, exerceu a docência durante 14 anos nos cursos de Jornalismo da Unisul, Universidade Federal de Santa Catarina e Centro Universitário Estácio SC. Com a saída do DC, até 2018 Billy foi assessor de comunicação em órgãos como o Tribunal Regional Eleitoral de SC e a Procuradoria Geral do Estado. De ascendência irlandesa, ele aproveitou viagens às terras europeias para fazer reportagens publicadas pela Carta Capital.

Em 2019, Billy criou o Portal Floripa Centro, que traz notícias do cotidiano e reportagens históricas sobre Florianópolis, constituindo acervo valioso de um jornalista conectado com a vida e as diretrizes nascidas de um corpo a corpo com a rua. Atualmente ele é gerente de Comunicação do Porto de São Francisco do Sul e tem à vista os projetos de retomada do Portal Floripa Centro e as investigações sobre a morte de Jango. Na entrevista, ele também fala sobre autores que influenciaram seu trabalho e analisa o cenário atual do jornalismo catarinense. 

A gravação e as fotos são de Rubens Lopes.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Ivani Borges, repórter


A jornalista Ivani Silveira Borges é a 30ª entrevistada do projeto Repórteres/SC. Nascida em Porto Alegre (RS), ela registrou que uma de suas referências na escrita era o avô paterno, que colaborava para um jornal de Pelotas. Formada pela PUC/RS, teve professores que fizeram história no estado, como Antônio Gonzáles.  

A mudança para Santa Catarina foi em 1975 para fazer parte da equipe do Santa, em Blumenau. Em Florianópolis, parte expressiva de sua trajetória foi em O Estado e em assessorias de imprensa em órgãos públicos de educação estadual.

Na entrevista, Ivani relembra episódios de sua trajetória, mas um deles ela contou na conversa mantida depois da gravação. Quando o cantor Gilberto Gil foi preso em Florianópolis por causa de um cigarro de maconha e outra pequena porção da droga, durante a passagem da turnê dos Doces Bárbaros pela capital em 1976, ela foi escalada para cobrir o depoimento do artista: “A entrevista que fiz foi quando eles levaram Gil e o baterista Chiquinho Azevedo para o Hospital São Sebastião dois dias depois. Tinha correspondentes de vários jornais do país e só eu de jornal de Santa Catarina, pelo O Estado. E Gil disse que só receberia o jornalista do jornal local. Não pôde entrar o fotógrafo. Gil estava tranquilo e até paparicado pelas enfermeiras, que fizeram pinhão para ele, ele não conhecia”.

Segundo Ivani, o que mais a satisfazia como repórter era denunciar as injustiças sofridas pelas pessoas, como os sem-terra, e pressionar as autoridades a dar soluções.

Na entrevista, Ivani também fala sobre a experiência de, já aposentada, trabalhar com o repórter fotográfico Orestes Araújo no Jornal de Barreiros, referência no jornalismo de bairro no estado, e de seus planos futuros de escrever livros.

A gravação e as fotos são de Rubens Lopes.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Jurandir Silveira, repórter




O fotógrafo e editor de fotografia Jurandir Silveira é mais um entrevistado do projeto Repórteres/SC. Nascido em Porto Alegre (RS), desde pequeno ficou fascinado com as fotografias nos jornais. Órfão de mãe e pai cresceu num orfanato, de onde saiu com um ofício, iniciando sua carreira no jornal como gráfico. Mas, a fotografia o chamava e ele foi aprendendo sozinho. Foi na cozinha de uma tia que improvisou um laboratório para fazer os primeiros experimentos fotográficos. 

Trabalhou nos grandes jornais do Rio Grande do Sul, como Correio do Povo e Zero Hora, e do Rio de Janeiro (O Dia e Jornal do Brasil). Ainda no Rio Grande do Sul, presidiu a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos e integrou a direção do Sindicato dos Jornalistas. Foi sócio da Agência Objetiva Press Fotografia e Notícias e, em Santa Catarina, foi editor de fotografia no Diário Catarinense, sendo relatado por uma geração de repórteres fotográficos que passaram pelo então principal veículo do grupo RBS no estado. No DC, reformulou o setor de fotografia. Um destaque na trajetória de Jurandir é a riqueza de experiências profissionais enquadradas em diferentes contratos e relações de trabalho.

É um fotógrafo premiado tanto no Brasil quando fora. 

Na entrevista, ele fala sobre sua trajetória, as viagens pelo Brasil e exterior, entre as coberturas de Copas do Mundo e eleições em países da América Latina, e conta detalhes sobre fotografias e coberturas que distinguiram seu trabalho, como a da ocupação da Fazenda Anonni (Sarandi, RS), em 1985, um marco na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. 

Hoje aposentado e morando no Estreito, Jurandir gosta de fotografar a natureza. 

A gravação e as fotos são de Rubens Lopes.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Jurandir Silveira no 29º episódio de Repórteres SC







O fotógrafo e editor de fotografia, Jurandir Silveira é o 29º entrevistado do projeto Repórteres/SC. Nascido em Porto Alegre (RS), desde pequeno gostava de ver as fotografias nos jornais e iniciou na carreira como gráfica. 

Trabalhou nos grandes jornais do Rio Grande do Sul, como Correio do Povo e Zero Hora, e do Rio de Janeiro (O Dia e Jornal do Brasil). Em Santa Catarina, foi editor de fotografia do Diário Catarinense, sendo relatado por uma geração de repórteres fotográficos que passaram pelo então principal veículo do grupo RBS no estado.

Na entrevista, Jurandir fala sobre sua trajetória, as viagens pelo Brasil e exterior e conta detalhes sobre fotografias e coberturas que marcaram seu trabalho, como a da ocupação da Fazenda Anonni (Sarandi, RS), em 1985, um marco na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. 

O vídeo está em edição e será divulgado com mais detalhes da trajetória de Jurandir. As imagens são de Rubens Lopes.

terça-feira, 10 de junho de 2025

Milton Ostetto, repórter




Milton Ostetto nasceu em Nova Veneza, Santa Catarina, e desde bem pequeno já desfrutava da beleza da imagem. É que seu pai era dono do cinema da cidade e ele podia assistir filmes de todo tipo. Aquilo lhe aguçou o olhar. Mais tarde veio morar em Florianópolis onde cursou a faculdade de Engenharia, mas sempre perseguindo a fotografia. Não descobri os estudos, mas andei por aí fotografando.

Na turbulenta década de 1980 já circulava nos espaços do jornalismo alternativo, convivendo com figuras como Eloi Galotti e Dario de Almeida Prado, este, um ás da fotografia. Apaixonado pela imagem batalhava para ter sua própria máquina, naqueles dias coisa muito cara, e arriscava-se na fotografia com máquinas emprestadas pelo jornalista Celso Martins, usando pontas de filme de outros colegas fotógrafos, sempre caçando a luz.

Primeiro, voltou-se para a natureza, afinal Florianópolis é um prato cheio. Mas, seu espírito rebelde logo encontrou as gentes. Sua câmara passou a buscar a lida dos pescadores, as passeatas, os atos, as lutas dos trabalhadores. Não foi um repórter clássico, com emprego em jornais ou TV. Mas, passou a vida toda registrando a luta social.

Ainda hoje, em qualquer manifestação que se vá, lá está ele, colado na máquina, registrando tudo e logo disponibilizando seu trabalho para potencializar a luta. É assim que ele reporta a vida, mas não qualquer vida: a vida do trabalhador. Também é o criador do Varal da Trajano, que leva a fotografia para a rua, onde ela pode ser vista por todos.

É a realidade do povo em luta que ocupa seu ser. 

Neste vídeo, um pouco de sua história e do seu trabalho. Com imagens de Rubens Lopes.

domingo, 8 de junho de 2025

Milton Ostetto no 28º episódio de Repórteres/SC






O catarinense Milton Ostetto é o 28º entrevistado do projeto Repórteres/SC. Nascido em Nova Veneza, Sul do estado, ele se envolveu com o mundo da imagem, bem jovenzinho, com o pai, que tocava o cinema da cidade.

Quando veio para Florianópolis, passou no curso de Engenharia Elétrica na UFSC e foi nessa profissão que fez carreira. O caminho na fotografia foi se abrindo nas amizades com fotógrafos e jornalistas que moravam na capital e atuavam no jornalismo tradicional e independente. 

Trabalhou com Elloi Galotti, Dario de Almeida Prado, Sérgio Rubim e Nelson Rolim, no Afinal, jornal alternativo criado em Florianópolis nos anos 1980. Também atuou na agência de Fotografia Soma, de Tarcísio Mattos e Eduardo Marques. 

A mudança para o trabalho do Rio de Janeiro abriu novos olhares e Ostetto a considera uma virada no seu entendimento sobre a fotografia, paixão que direciona para a natureza, a rua e as lutas dos movimentos sociais.

Desde 2015, também dedica-se o projeto "Varal na Rua", que marca os sábados na Trajano, apresentando uma fotografia para o povo. 

O vídeo está em edição e será divulgado com mais detalhes da trajetória de Ostetto. As imagens são de Rubens Lopes.

Fotos: Rubens Lopes

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Paulo Arenhart, repórter


Paulo Arenhart veio de Porto Alegre para Santa Catarina disposto a fazer faculdade de medicina. Mas, não passou. A segunda opção era o jornalismo. Abraçou. Formou-se na UFSC, terceira turma do curso, e mesmo antes de terminar já estava trabalhando na Assembleia Legislativa. Em seguida conseguiu um trabalho na televisão, para fazer esporte. Ficou dividido. Gostava de esportes, mas também de política. Por fim, optou. Ficou na política e foi por aí mesmo que construiu sua carreira.

Atuoso como repórter na Assessoria da Assembleia, mas também atuoso ativo nas campanhas políticas, seja como coordenador ou como repórter. Passou pelo Palácio do Governo, como jornalista e como secretário durante o mandato de Paulo Afonso. Ajudou também a criar uma revista de Cultura, a Cartaz, e participou da criação do jornal popular Notícias do Dia, de bastante sucesso na capital. 

Ainda no campo da política esteve como secretário na prefeitura municipal de Florianópolis, na gestão de Dario Berger. Aposentado, derrotou nas campanhas políticas, sendo a última delas o deputado Marquito, no ano passado, bem como o candidato a vereador, Ricardo Baratieri. Como a política segue pulsando, ele se dedica a comentar e analisar a realidade catarinense, sempre com sua pena afiada, nas redes sociais. 

A trajetória de vida do jornalista é retratada em mais um episódio do projeto Repórteres SC, com imagens de Rubens Lopes. 

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Paulo Arenhart no 27º episódio de Repórteres SC





O gaúcho Paulo Arenhart é o 27º entrevistado do projeto Repórteres/SC, a segunda da terceira temporada. Nascido em Porto Alegre, veio para Florianópolis no começo dos anos 1980, onde se formou na faculdade de Jornalismo. A partir daí encontrei aqui as suas raízes. Passou pelos jornais locais, Diário e O Estado, participando no esporte e na política.

Sua caminhada no jornalismo político o levou também para a Assembleia Legislativa e para assessorias no Palácio do Governo. Atuou ainda como gestor assumindo cargo de Secretário de Estado e foi criador de importantes veículos de comunicação como as revistas Cartaz e o jornal Notícias do Dia. 

Sua trajetória como repórter, jornalista e comunicador retratada em mais um episódio que busca eternizar a memória do jornalismo e dos jornalistas que construíram sua história atuando em Santa Catarina. O vídeo está em edição. As imagens são de Rubens Lopes. 



terça-feira, 6 de maio de 2025

Déborah Almada, repórter



Déborah Almada nasceu no coração de Porto Alegre, bairro Menino Deus, considerado o mais antigo da cidade. Viveu toda uma infância feliz. Quando chegou a hora de decidir por uma faculdade escolhida o jornalismo, muito por inspiração do padrinho, que estava bastante ligado à política. A época, começo dos anos 1980 - o finalzinho da ditadura - era de muita efervescência, e a PUC, por onde estudamos, acabou tecendo muito do seu modo de observar o mundo. 

Pouco depois de se formar veio para Florianópolis curtir a praia e por um desses acasos do destino soube que o Diário Catarinense, a empresa gaúcha RBS, estava contratando jornalistas para começar a atuar na cidade. Não tive dúvidas e foi apresentado. Conseguiu o emprego e nunca mais saiu da capital catarinense. Forjou sua carreira no espaço da política, sendo setorista no Palácio do Governo, Partidos Políticos e Assembleia Legislativa. 

Trabalhou no Diário Catarinense e também no mais antigo, o jornal O Estado, onde foi repórter e, depois, editora. Teve participação no movimento de oposição sindical que retomou o Sindicato dos Jornalistas e realizou importantes coberturas relacionadas com a política estadual, inclusive para jornais de alcance nacional. Hoje ela comandou uma agência de assessoria de imprensa e é presidente da Associação Catarinense de Imprensa (ACI) sendo a primeira mulher a ocupar essa carga na entidade quase centenária.

Conheça mais sobre a vida e a trajetória de Déborah Almada nesta conversa com as Pobres e Nojentas. Imagens de Rubens Lopes. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Raul Sartori, repórter



Ele veio da roça para a capital disposto a mudar a vida, tal como o pai incentivava. E tão logo iniciou a faculdade já viu se abrir uma oportunidade a partir de um concurso para repórter no jornal O Estado. Fez a prova e passou, começando assim uma vitoriosa carreira como repórter, editor e colunista. Era o ano de 1973. Hoje, mais de 50 anos depois, Raul Sartori ainda está na ativa, editando um jornal em Nova Trento e mantendo sua coluna diária na internet.

Como bom italiano ele fala com as mãos. Tudo nele é movimento e vibração. Acredita que como bom repórter, precisa estar sempre atento aos tempos. Por isso não consegue ficar “aposentado”. O trabalho que desenvolve no interior, com um jornalismo voltado à comunidade, é o que lhe dá energia para seguir fazendo o que mais gosta: reportar a vida. 

Raul viveu os tempos de ouro do jornal O Estado, quando o periódico chegava a todas as partes de Santa Catarina, distribuindo quase 50 mil exemplares. Também passou pelos grandes jornalões como Folha de São Paulo, Estadão e Jornal do Brasil, bem como a revista Veja, sempre produzindo reportagens. Chegou a ir para São Paulo convidado pela Folha, mas em um mês decidiu voltar. Sua vida era aqui. E assim tem sido. Agora, mantém com sucesso, em versão impressa – o que é raro – o jornal “O Trentino” e segue auscultando a política catarinense. Parar? Nem pensar. Com a energia de um menino, segue cheio de planos.

Conheça mais sobre a vida e a trajetória de Raul Sartori nesta conversa com a Pobres e Nojentas. Imagens de Felipe Maciel Martínez e fotografias de Rosane Lima. 


terça-feira, 26 de novembro de 2024

Raul Sartori completa 25 episódios do Repórteres SC








O jornalista Raul Sartori é o 25° entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido em Nova Trento, interior de Santa Catarina, passou infância e adolescência trabalhando na roça. Foi um dos irmãos, que trazia livros do seminário para ler nas férias, que o iniciou na paixão da leitura. Tornou-se um leitor compulsivo e logo quis fazer uma faculdade. A escolha foi por Florianópolis e o curso de Ciências Sociais da UFSC. Estava no segundo ano quando decidiu fazer uma prova para jornalista do jornal O Estado (naqueles dias em 1973 ainda não havia o curso de jornalismo na UFSC). Passou na prova e começou sua carreira no mais antigo. 

Raul também foi correspondente dos principais jornais do país como Folha de São Paulo, Estadão e Jornal do Brasil, além da Revista Veja. Também fez (e ainda faz) história como político colunista. Atualmente dirige e produz um jornal impresso na cidade de Nova Trento, seu berço natal. Descobriu ali, no corpo-a-corpo com a comunidade que o jornal local ainda é um veículo extremamente importante para as pessoas. Tanto que quando quis passar o jornal para o formato na internet, foi imediatamente cobrado pela população, fazendo com que voltasse ao papel. Uma experiência extraordinária nestes tempos em que tudo se passa na telinha. 

A conversa será exibida em breve, com mais detalhes da trajetória do jornalista, gravada por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.


quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Marcelo Passamai, repórter



O jornalista Marcelo Passamai é mais um entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido na cidade do Rio de Janeiro, filho único de mãe costureira e pai agricultor, na juventude ele teve uma possibilidade, com o apoio do patrão do pai, de cursar Jornalismo, Direito e Filosofia, mas foi o jornalismo que descobriu para seguir carreira. O primeiro freelancer de Marcelo envolveu uma ocorrência policial e, na sequência, matérias para diversas revistas do Grupo Bloch.   

A mudança para Florianópolis, onde morava um amigo da família, foi em 1988. Aqui, conheceu o jornalista Ney Vidal Filho e foi ele quem o encaminhou para o primeiro emprego. Novo na cidade, Marcelo conta que uma das primeiras medidas foi comprar um mapa daqueles vendidos no banco para se localizar na capital. No Santa, onde conseguiu emprego, emplacou, com o fotógrafo James Tavares, uma matéria de grande repercussão sobre a falta de segurança dos trabalhadores que construíram a segunda ponte. A parceria frutífera com repórteres fotográficos para furos jornalísticos aparece em vários momentos da trajetória de Marcelo.

A oportunidade apareceu e ele aceitou a função de setorista na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Os colegas ali conheciam bem a vida política e, para dar conta do desafio do trabalho, Marcelo frequentava a Biblioteca Pública para ler notícias pregressas sobre os deputados e as decisões da Casa. Um episódio marcante daquele tempo contado por ele se referiu às consequências da greve de jornalistas, demitidos e com nomes estampados na capa do jornal.

A experiência na Alesc abriu portas para trabalhos posteriores no Diário Catarinense e em assessoria de imprensa. Um marco na trajetória de Passamai foi a criação da ANCapital, caderno que circulou em A Notícia que época marcou por cobrir o cotidiano da Grande Florianópolis e reuniu uma equipe de bons jornalistas. Hoje assessor da Polícia Militar de Santa Catarina, Marcelo também tem no currículo experiência como professor universitário e autor de livros. 

Confira a conversa sobre a caminhada do jornalista gravada por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.


quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Repórteres SC entrevista Marcelo Passamai







O jornalista Marcelo Passamai é mais um entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido na cidade do Rio de Janeiro, onde se formou e iniciou a carreira, ele mudou-se para Santa Catarina no final dos anos 1980, tendo trabalhado em diferentes veículos de comunicação de Florianópolis e em assessorias de imprensa, tanto do governo estadual como da prefeitura de Florianópolis.

Hoje assessor da Polícia Militar de Santa Catarina, Marcelo esteve à frente de um projeto que marcou época no jornalismo catarinense. Na entrevista, ele fala sobre aquele projeto, narra coberturas que marcaram sua trajetória e destaca ricos episódios de parceria com repórteres fotográficos. 

A conversa será exibida em breve, com detalhes da caminhada do jornalista gravadas por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.

A nossa equipe agradece a Polícia Militar pela cessão do espaço para gravação.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Renata Rosa, repórter




Renata Rosa é repórter de intensa caminhada no jornalismo catarinense. Nascida em Itajaí, saiu da cidade para cursar jornalismo na capital. E em Florianópolis trabalhou em quase todos os veículos, impressos ou televisivos. Mais tarde foi para São Paulo onde atuou como assessora de imprensa e também como pesquisadora no projeto “Gente que faz”, uma série de grande sucesso reproduzida pela TV Globo que apresentou o perfil de importantes lutadores sociais de vários cantos do país. 

Inquieta, Renata circulou pela Europa e depois voltou para Itajaí, atuando no mais importante jornal diário da região, o famoso Diarinho. Ali, entre idas e boas-vindas, já completou 20 anos, sempre atento aos temas importantes da cultura da cidade. Atualmente atua como freelance produzindo reportagens para cadernos especiais deste que é, provavelmente, o único jornal impresso diário em circulação no Estado. 

Durante a pandemia, indignada com mentira tantas divulgadas pelo então chamado “gabinete do ódio” Renata decidiu criar um canal no Youtube onde produzia reportagens em vídeo, nas quais buscava oferecer informações seguras para a população, tanto sobre o andamento da pandemia quanto sobre o combate à desinformação. Confira aqui: https://www.youtube.com/@jornalistarenatarosa4205

Trabalhando com jornalismo no interior, onde a relação profissional com a população é ainda mais próxima, ela revela que teve muita dificuldade para exercer a função de repórter durante o governo de Bolsonaro. Naqueles dias as pessoas, que sempre viram os repórteres como heróis lá em Itajaí, porque o jornal sempre foi muito crítico, passaram a hostilizá-los a partir das provocações do presidente.  

Como a maioria dos jornalistas Renata sente a dificuldade de se manter no mercado. A informação circula rapidamente pelas redes sociais e pelas empresas que desejam outro tipo de profissional. Ainda assim, ela acredita que o jornalismo é cada vez mais necessário pois, mais do que informação, há que produzir conhecimento aprofundado e contextualizado. 

Conheça agora a sua trajetória e o seu pensamento sobre a profissão. Com imagens de Felipe Maciel Martínez e fotos de Rosane Lima. Agradecemos a companheira Roseméri Laurindo que trouxe a Renata de Itajaí. 


quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Renata Rosa é a 23ª entrevistada do Projeto Repórteres SC








Renata Rosa é nascida na cidade de Itajaí, litoral de Santa Catarina. Formado pela UFSC atuou em vários jornais da capital. Esteve por dois anos na produção do programa "Gente que Faz", viajando por todo o país atrás de boas histórias. Apesar de ter sido sempre muito apaixonado pela televisão a vida se encarregou de levá-la para o texto, que foi lapidando com o tempo.

Depois de viajar pela Europa e experimentar a paulicéia Renata voltou para Itajaí onde passou a escrever para um dos mais importantes jornais da região, o Diarinho, conhecido por sua proposta de jornalismo popular. Dirigido pelo lendário Dalmo Vieira este jornal fez e ainda faz história na cidade, sendo hoje muito provavelmente o único jornal impresso diário de Santa Catarina. 

Entre idas e boas-vindas no Diarinho Renata Rosa hoje ainda trabalha com o jornal, produzindo reportagens e cadernos especiais. Também mantém um canal no Youtube, o qual foi criado durante a pandemia para combater as mentiras que brotavam aos milhares. Seu compromisso é com a reportagem, o pé na rua e o jornalismo de qualidade. 

A conversa com Renata Rosa será exibida em breve trazendo a riqueza de sua caminhada, bem como o desafio de trabalhar com jornalismo no interior. Com gravação de Felipe Maciel Martínez e fotografias de Rosane Lima. 

Agradecemos à jornalista Roseméri Laurindo que possibilitou o encontro, garantindo a vinda de Renata desde Itajaí.  

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Roseméri Laurindo, repórter

 


A jornalista Roseméri Laurindo é a 22º entrevistada do Projeto Repórteres SC. Nascida em Blumenau, filha de operários do setor têxtil e de cristais, ela recorda de um dos primeiros contatos com a escrita: ficar em primeiro lugar em um concurso de redação sobre o Dia das Mães organizado por um loja local. 

As primeiras experiências em jornalismo, com uma passagem prévia por agência de publicidade, foram no Jornal de Santa Catarina, o Santa, na sucursal de O Estado em Blumenau e na assessoria de imprensa da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

Em 1985, com a mudança para Florianópolis para estudar Jornalismo na UFSC, continuou a trajetória no Santa e no jornal O Estado, destacando-se na cobertura política como setorista da Assembleia Legislativa. Foi o período no qual também se envolveu com as lutas do Sindicato dos Jornalistas por valorização da profissão. 

Novos desafios profissionais a levaram para Maceió e Salvador, onde trabalhou em jornal e assessoria de imprensa. O ciclo se fechou com o retorno à cidade natal para novamente atuar na FURB, onde coordenou a criação do Curso do Jornalismo, com 10 anos completados em 2023.

A carreira acadêmica no mestrado em Salvador e no doutorado em Portugal inclui passagens como professora na Unidavi, em Rio do Sul, e no Instituto Blumenauense de Ensino Superior (Ibes), em Blumenau. Roseméri também é autora de vários livros, entre os quais se destaca "Jornalismo em três dimensões - singular, particular e universal", resultado de sua tese doutoral, no qual apresenta o conceito de jornalista-autor e jornalista-marca. 

Atualmente, a entrevistada integra a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e a diretoria da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej).

Confira a conversa, gravada por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.


sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Roseméri Laurindo é a 22º entrevistada do Projeto Repórteres SC






A jornalista Roseméri Laurindo é a 22º entrevistada do Projeto Repórteres SC. Nascida em Blumenau, onde iniciou no jornalismo, ela trabalhou em Florianópolis, Maceió e Salvador, retornando à cidade natal para atuar na FURB (Universidade Regional de Blumenau), onde coordenou a criação do Curso do Jornalismo. 

A entrevistada foi repórter, assessora de imprensa e professora, tendo consolidado carreira acadêmica no mestrado em Salvador e no doutorado em Portugal. Também é autora de vários livros, entre os quais se destaca "Jornalismo em três dimensões - singular, particular e universal", no qual apresenta o conceito de jornalista-autor e jornalista-marca. 

A conversa será exibida em breve, com detalhes da caminhada da jornalista gravadas por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.

Andrea Leonora, repórter

A jornalista Andréa Leonora é a 34ª entrevistada do projeto Repórteres/SC. Nascida no Rio de Janeiro, desde pequena ela já gostava de ler jo...