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A jornalista Ludmila Souza é a 20º entrevistada do Projeto Repórteres SC. Nascida no Rio de Janeiro, então Estado da Guanabara, ela mudou-se para Florianópolis com a família aos 11 anos. Das primeiras leituras, recorda-se de “Reinações de Narizinho”, do Monteiro Lobato, e desde muito jovem teve na escrita sua forma de expressão. Quando conheceu Machado de Assis, aos 16 anos, soube que, como ele, também se dedicaria ao jornalismo.
Formada pela UFSC, numa das primeiras turmas do curso, Ludmila trabalhou no jornal O Estado, no Diário Catarinense e no Notícias do Dia, atuando como repórter e editora de Política e de Mundo em um período no qual os editores eram majoritariamente homens. Ela cita como coberturas marcantes a primeira eleição direta municipal após o fim da ditadura, em 1985, o sequestro dos Brandalise, em 1988, e a visita a Santa Catarina de Luís Carlos Prestes. Naquele período, a cobertura política era o coração do jornal, e Ludmila conta que havia equipes de 15, 20 repórteres, setoristas no coração dos três poderes, veículos e motoristas.
Ainda em 1982, Ludmila trancou a faculdade para fazer intercâmbio, vivendo um ano nos Estados Unidos, e usou a fluência em inglês em outras viagens ao exterior, com Índia e Nepal, e também para as notícias e reportagens na editoria de Mundo. A jornalista usava o material das agências e incrementava o texto com leituras de revistas estrangeiras. No Diário Catarinense, também fazia uso dos recursos que a internet já propiciava lá no final dos anos 1990.
Ao longo da carreira, Ludmila acompanhou de perto o nascimento de dois jornais, o Diário Catarinense e o Notícias do Dia: “Ver um jornal nascer é um privilégio”, afirma. Eram tempos em que, ao contrário de hoje, avalia ela, “os jornais ao menos queriam sair bem na foto”. Na entrevista, ela analisa a imprensa catarinense na atualidade e o papel dos veículos alternativos.
Confira a conversa, gravada por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.
A jornalista Ludmila Souza é a 20º entrevistada do Projeto Repórteres SC. Nascida no Rio de Janeiro, ela mudou-se para Florianópolis com a família aos 11 anos e foi na capital catarinense que exerceu o ofício de repórter e de editora.
Formada pela UFSC, na segunda turma do curso, Ludmila trabalhou no jornal O Estado, no Diário Catarinense e no Notícias do Dia, atuando como editora de Política e de Mundo em um período no qual os editores eram majoritariamente homens. Leitora voraz e amante de Machado de Assis ela é sempre citada pelos repórteres que já trabalharam com ela como uma profissional de primeira linha e uma grande companheira.
A conversa será exibida em breve, com detalhes da caminhada de Ludmila, gravada por Felipe Maciel-Martínez e fotos de Rosane Lima.
O jornalista Dagoberto Bordin é o 19º entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido em Caxias do Sul, ele fez o ensino médio em colégio interno em São Paulo, para onde se mudou aos 14 anos, e o curso de Comunicação com habilitação em Jornalismo na UFRGS, em Porto Alegre. Foi na capital gaúcha que Dagoberto iniciou a trajetória no jornalismo, atuando como revisor no jornal Zero Hora em jornadas nas madrugadas.
A mudança para Florianópolis foi em 1986 para trabalhar no Diário Catarinense. Ainda naquele ano, ele voltou a São Paulo, onde integrou-se à redação da extinta Folha da Tarde, do Grupo Folha, tendo depois passado por vários veículos e assessorias e atuado em impressos e no audiovisual. Um das experiências gratificantes na época, conta ele, foi ter feito parte da equipe que produzia a série de comerciais "Gente que faz", do extinto banco Bamerindus, colhendo histórias de vida em diferentes lugares do país.
Em 1998, Dagoberto mudou-se para a Praia da Pinheira, onde hoje dedica-se ao jornal Espinheira Santa, à Rádio Comunitária Pinheira e aos projetos da associação Pró-Crep, que desenvolve atividades socioambientais.
Na entrevista, Dagoberto também fala de sua trajetória acadêmica, tendo concluído o doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde pesquisou processos de patrimonialização e turismo em duas estações de águas termais, Santo Amaro da Imperatriz e Nueva Federación/Argentina. Ele é mestre em Ciências da Linguagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), instituição na qual também foi professor no curso de Comunicação Social durante 15 anos, dedicando-se ao ensino de redação jornalística.
Confira a entrevista, gravada por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.
O jornalista Dagoberto Bordin é o 19º entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido em Caxias do Sul, ele fez o ensino médio em São Paulo, para onde se mudou aos 14 anos, e o curso de Comunicação com habilitação em Jornalismo na UFRGS, em Porto Alegre.
Dagoberto veio para Florianópolis em 1986 para trabalhar no Diário Catarinense e, ainda naquele ano, voltou a São Paulo, tendo passagem por vários veículos e assessorias.
Em 1998, mudou-se para a Praia da Pinheira, onde atua com jornalismo e rádio comunitária e se dedica aos projetos da associação Pró-Crep, que desenvolve atividades socioambientais.
A conversa será exibida em breve, com detalhes da caminhada de Dagoberto gravadas por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.
O jornalista e editor Nelson Rolim de Moura é o 18º entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido em Bagé, ele iniciou os estudos em Porto Alegre, para onde se mudou em 1968. Nelson estudou Engenharia na UFRGS e foi presidente do Centro de Estudantes Universitários de Engenharia (CEUE) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Com a repressão na ditadura militar, foi para Buenos Aires, onde abriu caminhos graças aos livros. Nos anos de chumbo, foi preso três vezes, uma delas no Uruguai, situação que mobilizou familiares e amigos e é detalhada na entrevista.
Em Florianópolis, para onde se mudou em 1976, trabalhou em “O Estado”, pelo qual cobriu a Novembrada, em 1979, na rádio Guarujá, na TV Cultura e em assessorias de governo de 1978 a 1994, ano em que fundou a Livraria Insular. Era uma ideia antiga, desde os tempos de estudante, e na entrevista Rolim conta como ela começou a se concretizar e detalha projetos como a publicação da obra “História da Nação Latino-Americana”, de autoria de Jorge Abelardo Ramos. A Insular também é reconhecida por suas publicações na área de comunicação e jornalismo.
Atualmente, entre outros projetos, o entrevistado dedica-se à Coleção Ponto Final, que tem 38 volumes com fatos e perfis histórico-políticos de jornalistas perseguidos, sequestrados, torturados e executados durante a ditadura militar. Já foram publicados três volumes: “Alberto Aleixo: O jornal do PCB”; “Alexandre Von Baumgarten: nas entranhas do monstro”, e “Antonio Benetazzo: Arte na Revolução”.
Na entrevista, Rolim também relembra a experiência do jornal alternativo “Afinal”, da qual participou e que marcou época em Florianópolis com jornalistas como Jurandir Pires de Camargo, Sérgio Rubim, Eloy Gallotti e Ney Vidal. As memórias de Rolim estão contadas no livro “Não esquecemos a ditadura – Memórias da violência”, lançado em 2015.
Confira a entrevista, gravada por Felipe Maciel-Martínez com fotos de Rosane Lima.
Com a repressão na ditadura militar, foi para Buenos Aires, onde abriu caminhos graças aos livros. Nos anos de chumbo, foi preso três vezes.
Em Florianópolis, para onde se mudou em 1976, trabalhou em jornais e em assessorias de 1978 a 1994, ano em que fundou a Livraria Insular.
Suas memórias estão contadas no livro “Não esquecemos a ditadura – Memórias da violência”, lançado em 2015.
Atualmente, entre outros projetos, dedica-se à Coleção Ponto Final, que tem 38 volumes com fatos e perfis histórico-políticos de jornalistas perseguidos, sequestrados, torturados e executados durante a ditadura militar.
A conversa será exibida em breve, com detalhes da caminhada de Nelson, no campo do jornalismo e da vida entre livros, em gravação de Felipe Maciel-Martínez e fotos de Rosane Lima.
A jornalista Janine Koneski de Abreu é a 35ª entrevistada do projeto Repórteres/SC. Nascida em Florianópolis, ele cursou Jornalismo na Unive...